Novas rumos na saúde d@s Adolescentes

Ir sozinho as consultas médicas, ter privacidade e contar com a família para assuntos relacionados à promoção da saúde, são direitos de tod@s adolescentes brasileiros que já garantidos em lei.Entretanto,essa autonomia é desconhecida pelas famílias e pelos próprios profissionais de saúde.Para debater e traçar estratégias que possibilite uma mudança nesse cenário a secretária municipal de Saúde acaba de promover um seminário em Belo Horizonte. A participação ativa de meninos e meninas marcou o encontro e a reivindicação por um atendimento mais humanizado, em que os profissionais tenha mais sensibilidade no acolhimento d@s adolescentes foi o aspecto mais questionado.

O “Seminário Adolescência: Horizontes para a saúde” é o primeiro exercício dos profissionais escutarem dos adolescentes, quais as suas reais demandas em relação a saúde, pois é esse publico que precisamos conhecer para sugerir ao município uma política na área, para o adolescente” afirma a coordenadora de atenção à saúde do adolescente Macia Parizzi.
De fato o seminário ganhou outra “cara”, com uma participação expressiva de adolescentes e jovens de 36 escolas Municipais de Belo Horizonte e de programas como o Arte na saúde e Projovem.Rádio, fanzine Jornal Mural e Vídeo forma as peças de comunicação que meninos e meninas utilizaram para expressarem suas dúvidas, inquietações para apontar suas reais necessidades aos representantes da secretaria de saúde.
Simultaneamente ao seminário aconteceram oficinas de Comunicação ministradas pelos grupos Juvenis JITE – Jovens Interagindo e o Grupo Cultural Entreface. Marcos Donizetti integrante do JITE relata a importância dessa ação: “Sabemos das dificuldades dos adolescentes e jovens se expressarem e participarem de espaço de “adultos”, pois é sempre uma discussão técnica ao quais os adolescentes não estão habituados”. Ele enfatiza que esses diálogos de jovens com jovens provoca e potencializa a participação dos mesmos estimulando a criatividade e expondo suas criticas e na garantia de poderem intervir na construção das políticas. Afirma pó Integrante do JITE.

Estratégia de Mobilização


Denise Dias, Agente comunitária de saúde do bairro Palmeiras.
Relata a dificuldade dos adolescentes irem ao centro de saúde, diz que há no centro de saúde onde trabalha o Programa “Adolescente Vida”, onde uma vez ao mês o programa recebe uma pediatra que ministra uma palestra para os jovens e faz distribuição de camisinhas. Ela avalia que palestras por si só não são atrativas. “A estratégia que temos adotadas é a dos agentes comunitários ir até aos adolescentes em suas residências para saber dele as reais demandas e leva para os centros de saúde, o que fez atrair mais adolescentes, que antes na meia das palestras eram três, e hoje, agente trabalha com uma media de quinze”. Ressalta que ainda é pouco.
Uma das ações que tem pensado é de envolver a escola com a atenção básica a saúde do adolescente onde poderão ser instruídos a procurarem os setores e serviços corretos, enfatiza que se não for dessa forma o acesso ao centro de saúde é mais difícil, pois pela sua própria vontade não há uma procura: “Penso que o que esteja faltando é uma política publica onde os adolescente se sintam atraídos pelos serviços de saúde”. Finaliza a agente comunitária.

Política Publica:

No ano de 2008 candidatos a Prefeitura de BH assinaram o documento: Estatuto da Criança e do Adolescente: 18 anos, 18 compromissos, que reúne as principais propostas para que o município promovam a melhoria da situação da infância e da adolescência.
Dentre esses compromissos firmados está a da Melhoria do acesso do adolescente à saúde (veja a proposta no Box- lista completa no SITE:Rede Andi )
Ao analisar como o município vem investindo na saúde da adolescência , o Orçamento Criança e Adolescente (OCA- 2008), no eixo Promovendo Vidas Saudáveis, consta que foram gastos mais de R$ 6 milhões de reais, porém, não é possível detalhar quanto foi gasto diretamente com ações de promoção a saúde do adolescente. Nesse eixo entra o Programa Saúde da Família, que engloba também o atendimento a adultos.





Por Rodrigo Correa e Marcos Donizzeti